Um lugar de Encontros….
Um lugar de encontros de Gentes, Amores, Culturas e Destinos….
Um lugar de Desencontros….
Um lugar de Misturas de Odores, Leituras, Interesses, …… coisas
Uma mistura de Palavras ……
Já não íamos à Feira da Ladra há muitos anos.
Da última vez, comprámos uns Ferros de Engomar antigos e até comprámos uma cama de casal. Ainda hoje existem na nossa casa.
Considero este, um lugar com algum “misticismo”. É de certeza um lugar diferente.
Uma miscelânea de pessoas, de gentes provenientes de todos os quadrantes sócio - culturais.
Rostos e Vidas diferentes deambulam pelas “ruelas e caminhos” da Feira da Ladra.
Vendem e compram antiguidades, culturas, gastronomia.
De tudo se vende e de tudo se compra na Feira da Ladra.
Actualmente a Feira da Ladra está desde 1883 instalada no Campo de Santa Clara, mesmo no centro de Lisboa. É uma das feiras mais antigas do país, penso eu. É de certeza uma feira única no nosso país à beira mar plantado.
Senti-me diferente, ao deambular por aquelas ruas, entre bancas e escaparates, um lugar que embora pareça sem ordem, tem ordem.
Senti-me, naquele lugar diferente, diferente também.
Não queríamos comprar nada em especial.
Eu apenas queria ver e observar. Olhar as pessoas, ver os rostos das gentes da Feira da Ladra.
No meio do nosso passeio, entre conversas e afirmações da veracidade do valor de uma ou outra peça, da sua antiguidade, do “regateio” até se encontrar um preço “justo”, … sim porque o preço “marcado” é tradição ser “regateado”,… ouvi alguém tocar acordeon.
Perguntei, ao dono da “banca” onde se vendiam acordeons e concertinas, quem era aquele homem. Respondeu-me que era um Eng. de Máquinas, tinha imigrado para o nosso país, vindo da Moldávia.
Não foi até Ellis Island.
Tocava com “Alma”.
Tocava com o “Coração”.
Que bem que tocava!
Chegou a hora, tínhamos de partir.
Não é para comprar nada. É só para ir à Feira da Ladra.
Ops……, esqueci-me !
Ainda fizemos compras. Como sou coleccionador de Isqueiros, comprei dois isqueiros. A Teresa, comprou um vestido, bem bonito por sinal, feito por uma artesã que também vendia os vestidos e comprou ainda um caderno para escrever as “suas coisas”, com a capa decorada por uma jovem, que também os vendia.
É que na Feira da Ladra também há muita gente com iniciativa, com Arte na Alma e nas Mãos.
Gostei de ir à Feira da Ladra.
Gostei de estar aqui.
(Todas as fotografias são de Teresa e Fernando)
(Algumas foram "trabalhadas" informáticamente)




