DISTRAÇÕES_i_IMAGENS

...um olhar sobre... as minhas IMAGENS preferidas e algumas DISTRAÇÕES ...

"A fotografia é a poesia da imobilidade: é através da fotografia que os instantes deixam-se ver tal como são." (Peter Urmenyi)

"A dignidade pessoal e a honra não podem ser protegidas por outros. Devem ser zeladas pelo indivíduo em particular" (Mahatma Gandhi)

"Para viajar, basta existir. " ( Fernando Pessoa )

segunda-feira, novembro 25, 2013

... 38 anos após ...

Em 1981, foi adaptado para televisão, o romance Reviver o Passado em Brideshead ...


... 38 anos depois ...

No passado fim de semana, sem saudosismo ou outro tipo de "ismo" de qualquer espécie, também eu por algumas horas, revivi o meu passado, a minha infância, principalmente os meus primeiros 12 anos de existência.
Finalmente, após cerca de 18 meses de presença em Angola, desloquei-me à minha terra natal. Durante a viagem, o que começou por ser um sentimento de ansiedade, passou rapidamente para um sentimento de quase contemplação, tal era a beleza da paisagem que íamos atravessando. Ao longo do percurso, senti-me entre, estar a percorrer os caminho da Serra de Sintra e estar em direcção aos Pirinéus ou até Picos da Europa. A paisagem frondosa e verdejante ia passando defronte dos meus olhos, sem ter quase tempo para ver e admirar.

Cerca de 600 km, é a distância que separa Luanda do Huambo...
Ao partir, e já há algum tempo, tinha na mente, quase o mapa perfeito da cidade do Huambo. Tinha a certeza de saber onde tinha vivido, as minhas escolas, o local de trabalho dos meus pais, entre outras coisas.

Finalmente, chegámos ... 

Por momentos, aquela entrada na cidade, era para mim totalmente desconhecida ... afinal, o que até aí era uma certeza, estava prestes a desmoronar-se, e o desconhecimento estava a tomar conta de mim ...

... lá ao fundo, aparece uma imagem, uma praça ... 
... afinal, eu conheço, ainda me lembro ...
... vira à esquerda, segue em frente, contorna, entra pela direita ... foram expressões que passaram a fazer parte da minha forma de comunicação ...
... vira à direita, segue um pouco em frente ... pára aqui ...


... abro a porta do carro, e estou em frente à minha escola onde entre 1973 e 1975, completei os 1º e 2º anos do ciclo preparatório ...

Igual, reconheceria aquele edifício sempre e em qualquer parte do Mundo ... 
... do meu lado esquerdo a antiga Escola Industrial, e do meu lado direita fica o Liceu ...
... e eu em frente à minha escola do Ciclo Preparatório, situada no Bairro Académico.
... não consigo exprimir o que sinto ...
... parto ...
... agora próximo destino ...
... eu vivia no Bairro Académico, ia todos os dias a pé para a escola, e demorava cerca de 10 a 15 minutos ...
Em frente ao Liceu, começamos a descer ... a segunda cortada à direita, entramos nessa rua ...
Ainda lá está a placa ... Rua Egas Moniz ... 
Paramos em frente à terceira casa a seguir à escola primária ... a primeira, era a do Sr. Galo, funcionário dos Caminhos de Ferro de Benguela, a segunda da D. Rute, cujo filho, o Carlitos era meu amigo e companheiro de brincadeiras e asneiras de rua ...
Mais uma vez, saio do carro ... estou em frente à casa, onde morei cerca de 8 anos da minha vida, até ao ano de 1975.

Era esta a casa onde eu, com os meus pais, a minha avó e a minha irmã, vivemos ...

A minha irmã nasceu nesta casa ... no quintal, nesse dia, foi plantada uma mandioqueira ...
Sei e descrevi aos meus colegas, o layout da casa... o meu quarto dava para o quintal, para uma varanda que tinha da parte traseira. 



Ao fundo da passadeira onde eu tantas vezes joguei à bola ou caí a andar de patins, a garagem, onde eu guardava entre outras coisas, as minhas bicicletas de marca ULISSES, forte concorrente a IMPALA ... uma bicicleta em cor verde chopper, que se dobrava ao meio para facilitar o transporte ... a outra, mais velhota, era vermelha. Já lhe tinha tirado os guarda-lamas, modificado volante, para transformar esse "veículo" infernal, numa bicicleta de cross ... tanta, mas tanta queda dei naquela "doida" ...

Apenas uma diferença e uma dúvida ... 
A diferença, é que os muros não eram tão altos ...
A dúvida, é se a cor da casa era esta ... 
... na casa da frente, morava o Silo, depois ao lado a Cristina que era muito mais alta que nós todos lá na rua ... um pouco mais abaixo a Maria José e a Maria João, e em frente, mas do outro lado da rua, a Vânia, miúda de olhos azuis e cabelos louros ... Eramos 6 ou 7 compinchas, mais ou menos todos da mesma idade. O mais novo era o Carlitos ... e talvez a Maria José que era irmã da Maria João ...
A minha irmã, mais nova do que eu 5 anos, (ainda hoje é mais nova, nem sei bem porquê), era a reguila, que insistia em brincar com os mais crescidos. Era na altura a figura da "Maria rapaz" ... 
Todos, quase sempre descalços, para desespero do pessoal adulto a quem dão o nome de "PAIS" ...
Estranha sensação, aquela, naquele momento ...
Partimos ...
Em direcção ao centro da Baixa da cidade ... Ao fundo da rua, no fundo do bairro, do lado direito a antiga COFA, viramos à direita e entramos na Granja.
Encaramos, uns metros à frente com a Praça do Mercado ( antiga Praça Vicente Ferreira ) ... o hotel que estava em construção, continua por acabar ... o tempo parou ...
Seguimos em frente, viramos à esquerda, e novamente à esquerda ...
Paramos ... do lado esquerdo, do outro lado da rua, está a Farmácia Sanitas ... as portas estão fechadas ... o edifício aguarda a sua recuperação ... 



Lá dentro ... consigo espreitar e ver como se encontra o local onde os meus pais trabalharam durante muitos anos e onde eu durante o tempo de escola primária, passava os meus fins de tarde a fazer os deveres da escola. Saía da escola por volta das 16:00 horas, corria rua acima e ia para a farmácia. Lá dentro, havia e ainda há um laboratório e armazém. Estava lá uma secretária, onde eu, depois do lanche me sentava a fazer os TPC's (nome fino para os trabalhos de casa)...
...cópia, palavras difíceis escritas 3 vezes, tabuada e algumas contas em que incluía a conta, a prova real, a prova inversa e a prova dos "9".
Tenho quase a certeza que, nos dias de hoje, sem se recorrer à máquina de calcular, poucos estudantes saberão do que estou a falar. 


O Windows ainda nem sonho era, só mesmo as janelas das casas, e computadores era algo que .... bem é melhor nem falar ...


Quando olhei para dentro, senti um baque ... Todo o mobiliária e a sua disposição é exactamente a mesma de há 38 anos... prateleiras vazias, mas o estabelecimento está limpo e arrumado ... não me pareceu que estivesse a funcionar ...

De acordo com a informação, esta farmácia estaria hoje de serviço. Recordei a imagem do meu pai, todos os dias à mesma hora, a mudar as placas para informar quais as farmácias de serviço na Alta e na Baixa da cidade. Na Alta está de serviço a Farmácia Portugal ( que ainda existe e trabalha), e na Baixa, está de serviço "esta farmácia". Todos os dias de manhã, o meu pai mudava as placas de vidro. 

É deveras uma sensação de paragem total no tempo ... olho para o relógio de parede no fundo ... também está parado ... são segundo "ele" ... 08:35 horas ... quando terá parado o tempo aqui ?

Começa a chover ... corro para o fundo da rua, e tento descobrir mais uma coisa ...
Será que ainda existe ?


... sim, existe, está aberta e a trabalhar ...
Há 38 anos, eu entrava por esta porta e o Sr. Nelson, o barbeiro da família estava a trabalhar, "alindando" quem lá se dirigia ...
As cadeiras são as mesmas... tenho a certeza ...
As cores, essas tenho dúvidas e também não existia o cortinado ao fundo ...


Falei com o "Sr. Nelson" dos dias de hoje ...
Pedi-lhe autorização para fotografar ... expliquei-lhe o porquê ...
- Como se chama ? - pergunto-lhe
- Adelino - responde-me.
E de seguida, pergunta-me ele:

- E o senhor, como se chama e como conhece aqui a barbearia ?
- Chamo-me Fernando, e até há cerca de 38 anos atrás, vinha aqui para cortar o meu cabelo. Sou filho, do senhor que trabalhava na farmácia, na ponta da rua, a Sanitas ...

O homem olhou para mim com ar incrédulo.
Talvez tenha acreditado quando lhe disse :

- Aqui ao lado, havia uma loja de roupa para crianças, a Carochinha, e um pouco mais à frente, uma loja que vendia artigos de pesca e armas desportivas, a Casa Dumbo...
- Pois é, tem razão .... era isso mesmo... ambas fecharam e agora vendem-se lá outras coisas.
... e eu de saída, disse-lhe:
- Até à próxima Sr. Adelino. Da próxima, o senhor corta-me o cabelo ...

Por hoje, chega ...
Entro no carro e sigo para hotel ...

Saio um pouco mais tarde, para jantar . Vacilo entre o Império, conhecido na altura pelos seus pregos, ou um restaurante mais ou menos novo, o Huambo.
Enquanto decido e não ... sento-me no jardim que está numa das ruas da Alta da cidade.
Um pouco à frente da Praça Agostinho Neto.


O jardim está iluminado, enquanto a noite cai sobre a cidade do Huambo.




Sento-me, a .... pensar como tinha sido aquele dia que terminava.


Observava as luzes deste jardim... Deste eu não me lembrava mesmo ...


Caminhei um pouco ao longo deste jardim, e os meus olhos paravam por vezes em pequenos apontamentos que transmitiam serenidade à noite da cidade do Planalto Central.



Huambo, antiga cidade de Nova Lisboa ... 
... a minha terra natal ...
Amanhã há mais, pensei eu ....
E calmamente dirigi-me ao Restaurante Huambo ...
Sentei-me, abria a lista ...
- Quero um fino Cuca e uma Francesinha (à moda do Porto, como estava escrito na lista).
(Já agora, o cheesecake é uma especialidade).
Comi um doce de bolacha, leite condensado e natas, e terminei com um café.

(Fotografias de FAIRES)

quarta-feira, novembro 20, 2013

... estradando ... parando um pouco para a "bucha" ...


... quando a fome aperta ...
... e sede desperta ...
...
... temos de tratar do "assunto" ...
... nada melhor do que ...
... num restaurante de beira de estrada ...
... este "jango" ...
... bem pertinho do Sumbe ...

(Fotografia de FAIRES)

... fim de dia ...


... em direcção a Luanda ...
... passado Porto Amboím ...
... ainda na Província do Kwanza Sul ...
... era assim que o horizonte, se permitia ser visto ...

(Fotografia de FAIRES)

... moon ...


... registo numa noite "benguelense" ...

(Fotografia de FAIRES)

sábado, novembro 16, 2013

... em direcção ao Sumbe, viajando ...

... teimosia tamanha ...
... não queria fenecer ...
... e teimosamente nos ia mostrando ...
... como afinal tão belo,pode o fim ser ...

... a passos largos caminhava ...
... percorria longos e cálidos areais ...
.. e mais um fim de dia se aproximava ...
... mais um, mais um como os demais ...

... e era o fim de uma caminhada ...
... ia torneando este longo horizonte ...
... caminha em direcção a um novo dia ...

... em direcção à noite escura ...
... construindo mais uma ponte ...
... com a lua, a única luz que a alumia ... 


(Fotografia de FAIRES)

... em direcção ao Sumbe ...

... fizemos-nos à estrada ...
... ao fim de mais um dia ...
... ainda às portas de Luanda ...

(Fotografia de FAIRES) 

... um passeio de domingo ...

... há quem vá à Baixa de Lisboa ...
... há quem vá ao Centro Comercial ...
... há quem vá ao futebol ...
... estes seres ...
... passeiam calmamente. no ...
... Parque da Kissama ...
... em traje domingueiro ...
... a mãe e a cria ...


(Fotografia de FAIRES)

... habitante dos Mangais ... junto ao Kwanza ...

... nos Mangais ....
... junto à Barra do Kwanza ...
... um pequeno habitante destas paragens ...
... em suspenso ...
... a "levitar" ...

(Fotografia de FAIRES)

domingo, setembro 29, 2013

... de ROMA a FLORENÇA ... sem sentir o "pêndulo" ...


... manhã de 31 de Agosto de 2013 ...
... Estação TERMINI em ROMA ...
... destino ... Florença ...
... depois da compra dos bilhetes, actividade para a qual,
 muito contribuiu uma "funcionária" das linhas férreas de Itália ... 
... poupando-nos, 150 € ( porque lhe dei gorjeta ) ...
... lá entrámos no "trem" ...


... confortavelmente sentados, podíamos seguir a nossa viagem nos écrans ...
... "Stiamo viaggiando a 247 Km/h" ... li eu e registei ...
... poucos minutos depois, cerca de dois, o 4 passava a 5 e o 7 a 0 ...
... 250 Km/h ... li mas não registei ...
... dei por mim de repente a ter "saudades" do " vai e vem " lateral do nosso "TGV" PENDULAR ...
... a distância de cerca de 275 Km entre Roma e Florença, 
... demorou pouco mais do que 1h 20 m a percorrer ...
... que saudades, pensei eu, daquele movimento pendular, que se sente ...
... na nossa viagem entre Lisboa e o Porto ...
... durante cerca de 2h e 20m, aquele movimento que nos embala, e que a alguns provoca enjoos ...
... foi o que eu reparei, quando há algum tempo, tive de fazer essa viagem ...
... o senhor estava completamente branco, sentado ao meu lado a tentar ler o seu mail...
... virou-se para mim e disse-me:
- Estou completamente enjoado !
- Se calhar é de estar a ler - retorqui .
(Hummm... talvez fosse um caso de gravidez ? ... nããããã...)
... a velocidade, nesse momento era de .... 90 Km/h ...
...
... entre Roma e Florença, que saudades do "movimento pendular" ...
... deixe-mo-nos de histórias ...
... entre Roma e Florença e depois entre Florença e Roma ...
... viajando a 250 Km/h, sem se sentir o mais pequeno movimento, nem pendular, nem outro ...

... que saudades do "pêndulo" entre Lisboa e o Porto, durante cerca de 2h 20m ...

(Fotografias de FAIRES)

... passando por ... FLORENÇA ...

... PONTE VECCHIO ...
... FLORENÇA ...

(Fotografia de FAIRES)

... passando por ... FLORENÇA ...

... PONTE VECCHIO ...
... atravessa o Rio Arno ...
... Florença ...

(Fotografia de FAIRES)

... passando por ... Florença ...

... ARTE e CULTURA são características que não faltam em Florença ...
... uma das obras de Benvenuto Cellini ...
... PERSEU, herói da mitologia grega ...
... exibe a cabeça de MEDUSA ...
... esta jaz a seus pés ( de PERSEU)...

(Medusa era uma das três Górgonas. Filha de Fórcis, tinha duas irmãs, Esteno e Euríale.
Ao contrário das irmãs, Medusa era mortal. Foi decapitada e PERSEU, utilizou a cabeça de Medusa como arma, até oferece-la a Atena que a colocou no seu escudo.)

(... é um espanto, o que este rapaz percebe destas coisas de Mitologia. Para que não fiquem muito espantados e eu convencido, retirei estas informações de um livro comprado na zona ...
... convém prestar este pequeno esclarecimento, não vá o diabo ter ideias ...
... é que posso não perceber nada de Mitologia, mas aprendi a ler há uns dias ...)

(Fotografia de FAIRES)

... nas margens do Arno ...

... "não muito longe" do Parque Nacional do Kissama ...
... apenas a cerca de 8 horas de avião ...
... mais 1h 20 min. de comboio ...
... Rio Arno ...
... da Ponte Vecchio ... 
... Florença, floresce nas margens deste rio ...
(sim, por aqui deambulei uns dias, durante as minhas férias)

(Fotografia de FAIRES)

... afastada da manada ...

... durante o nosso raid ...
... depará-mo-nos com esta mãe, que se afastou da manada ...
... em protecção da cria, esteve sempre atenta à "manada" de curiosos ...
... alimentavam-se e talvez fizessem o seu passeio domingueiro ...
... mais uma da Kissama, que não se cansa de nos surpreender ...

(Fotografia de FAIRES) 

... em contacto directo ...

... já por aqui não passeava há algum tempo ...
... as férias, o regresso ao trabalho são como sempre uma excelente desculpa ...
... ok, agora de volta, para mais umas imagens naturais e de contacto directo ...
... só neste continente é possível tais encontros ...
... num domingo no fim da manhã encontrei-me com estes dois "amigos" ...
... cerca de 30 ou 40 metros me separavam deles ...
... é sempre uma sensação estranha, mas de uma grande intensidade ...

(Fotografia de FAIRES)

segunda-feira, julho 08, 2013

... este MAR PORTUGUÊS ...


MAR PORTUGUÊS

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal !
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram !

( ... ) 

Quem quer passar além do Bojador
Tem de passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.


(POEMA DE FERNANDO PESSOA)
(Fotografia de FAIRES)

domingo, julho 07, 2013

... Estou ? ...

... Sim?
... Sou eu, ... atende ...
... 
... está lá ??? ...
... é só para te dizer ...
... Lisboa adormece ...
... enquanto a noite acontece ...

(Fotografia de FAIRES)

... chegava a noite ...



(Fotografia de FAIRES)

... a noite acontecia ...


... e a "luz" de Lisboa adormecia ...
... aqui e ali, pequenas "lamparinas" ...
... davam outro encanto ...
... e da "minha" varanda via ...
...
... nesta Lisboa de Pessoa ...
... banhada pelas águas do Tejo ...
...
... a noite acontecia ...
... Lisboa adormecia ...

(Fotografia de FAIRES)

... às grades da "minha" varanda ...


... no Castelo ponho um cotovelo ...
... em Alfama descanso o olhar ...

(Fotografia de FAIRES)

... da "minha varanda" ... sobre LISBOA ...

... se uma Gaivota viesse ...
... trazer-me o céu de Lisboa ...

(Fotografia de FAIRES)

segunda-feira, junho 10, 2013

... 10 de JUNHO ...

Dia 10 de Junho ...
É uma data importante, diria que quase fundamental, para Portugal ...


DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS
... é que, este ano sendo comemorado a uma Segunda-feira, permite ao comum dos mortais desse canto à beira mar plantado, prolongar o seu fim de semana ...
... Inveja ? ... Também tanto, não ..
... sim reconheço que me sabia bem ...

... além disso, para os lisboetas ou em alguns municípios, o próximo dia 13 também é feriado ...
... e como normalmente acontece, também vai acontecer ... uma semanita mais ou menos de folga, ou pelo menos reduzida a 2 dias de trabalho ...
 
Bem, mas o dia 10 de Junho, foi também o dia em que outras coisas importantes ocorreram, em seu tempo, e em tempos diferentes ... mas nem por isso será causa de feriado ...
Assim passo a descrever ...
Luis de Camões morre, neste dia, mas em 1580. É uma das razões pela qual também este dia é comemorado em sua honra.
 
Em 1776, foi também neste dia que foi aprovada pelo Congresso de Filadélfia a Declaração da Independência dos Estados da União
 
Em 1829, realiza-se a primeira de uma das provas mais emblemáticas no Reino Unido, a Regata entre Oxford e Cambridge.
 

 
Em 1926, tendo nascido também em Junho, mas no dia 25, morre um dos expoentes da arquitectura comtemporânea, ANTÓNIO GAUDI. Catalão, ridicularizado pelos "mestres" da altura, foi com Eusebi Güel, empresário, que encontrou a forma e o apoio para mostrar ao Mundo a  sua criatividade, deixando um legado sem igual. Gaudi trabalhou principalmente em Barcelona, a sua terra natal. Dele muitas e excelentes obras, embelemáticas, sendo uma das mais conhecidas a fachada da Sagrada Família, ou a Casa Batlló.
 
 
 
Em 1999, dá-se um anúncio. A NATO anuncia, depois de 79 dias, o fim dos bombardeamentos contra a Jugoslávia.
 
 
Em 2004, morre RAY CHARLES .
  
E assim, aqui ficam algumas datas, que sempre podem e devem ser ou comemoradas, ou no minimo lembradas.
Se alguém não se revê no tema ou na razão, para gozar este feriado, em Portugal, pode sempre utilizar uma das outras ideias, destas ou outras que de certeza existem.
Podem também utilizar várias ao mesmo tempo.
Porque não, sentarem-se à sombra da Bandeira Nacional, que se encontra colocada no mastro de um veleiro, lendo um poema de Camões ao som de Ray Charles, interpretando como só ele sabia, Georgia on My Mind, ou ainda, ouvindo We are the World, música promovendo a Paz e de seguida Cry Me a River.
 
Só não consigo aqui meter a Declaração da Independência ...
... teria de pensar um pouco, mais ... mas agora não me apetece...
 
Uma certeza, porém ...
Para muitos PORTUGUESES, este dia é e será sempre, o DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS, homens e mulheres espalhados pelo Mundo.


(Imagens tiradas de sites da "net" ... havia ter sido de onde?)

domingo, maio 26, 2013

... Penso ... logo existo ... ( e se não ? ...)


... é proibido ...
... pensar ...
... existir ...
... ter consciência ...
... partir ...
... 
... é permitido ...
... observar ...
... imaginar ...
... sonhar ...
... finalmente só ...
... olho bem longe ...
... ao fundo, uma bola em fogo ...
... caminha passo a passo ...
... em direcção ao meu horizonte ... 
... e passo a passo ...
... também eu, observo ...
... imagino e sonho ...
... é este o meu momento ...
... é este o momento ...
... não sei se existo ...
... resto-me por aqui , neste meu momento ...
... não quero partir ...
...
... parto, partirei ...
... passo a passo ...
... quando, passo a passo ...
... apenas restem ...
... em movimento compassado ...
... as águas deste mar ...
... e o negro da noite escura ...
... e aí, parto ...
... e só nesse momento, penso ...
... enfim , vivo, existo  ...
... cumpre-se uma "lei" da Filosofia ...
... "Penso, logo existo" ...

 (Fotografia de FAIRES)

sábado, maio 18, 2013

... povos ... culturas ... um país ...

... Angola ...
... um país que contém uma enorme riqueza cultural ...
... povos diferentes ...
... dialéctos diferentes ...
... tradições diferentes ...
... de uma forma impressionante, unidos por baixo ...
... da mesma bandeira e do mesmo hino ...

... mumuilas ...
... tradições ...
... culturas diferentes ...
... é tudo isto que constituí a beleza de um povo ...

(Fotografia de FAIRES)

... a cidade do Lubango ... na Huila ...


... também conhecida ...
... pela cidade do ...
... CRISTO REI ...

Fica situado na Cordilheira da Chela ...
Erguido nos anos 60, é muito parecido com o Cristo Rei de Almada.
Há quem diga que é uma réplica.
Tem cerca de 14 metros de altura, e na altura da sua construção, embora se pudesse pensar, ser esse o objectivo, este  não teve cunho religioso.
A sua construção demorou cerca de 2 anos.
É actualmente um dos pontos de visita obrigatória, para quem visita o Lubango.
Eu desta vez, falhei ... mas da próxima não me escapa.

(Fotografia de FAIRES)





... vistas ... da cidade do Lubango ...







(Fotografias de FAIRES)

... estradando ... a caminho do ...


... Lubango ...
... cidade capital da Província da Huila ...
( ... antiga cidade de Sá da bandeira ...)

(Fotografia de FAIRES)


terça-feira, maio 14, 2013

... passo a passo .. em Cabo Ledo passos dados ... após cada passo ...


... vem uma ...
... vai uma ...
... vem outra , e depois mais outra ...
... vem uma atrás de outra ...
... vai uma, e depois vai outra ...
... vai uma atrás de outra ...
... e em movimentos ritmados ...
... de movimento compassado ...
... passo seguido de passo ...
... assim este mar, tanto mar ...
... permanece, passo após passo ...
... abraçando e beijando ...
... cada passo que se renova ...
... após cada passo do passado ...
... com movimentos ondulantes ...
... permanecem, serenas ...
... caminhando ...
... passo a passo ...
... passo dado a cada passo ...
(Fotografia de FAIRES)



... pequenez sentida ... perante tão grande "grandiosidade" ...

... é algo que quando vemos ...
... ficamos extasiados ...
... pretendemos descobrir o principio e o fim ...
... mas o nosso olhar, por mais que alcance ...
... apenas alcança, lá ao longe o horizonte ...
... linha ténue, como que moldura a uma obra de arte ...
... o escultor chama-se Natureza ...
... e por isso é natural ...
... o sentimento de pequenez ...
... perante tão grande dimensão ...
... aos nossos pés, como que prolongamento de nós próprios ...
... o Miradouro da Lua ...
... visto de um terraço em plena Terra ...

(Fotografia de FAIRES)

terça-feira, maio 07, 2013

... eu e ... 365 dias ... 5 horas ... 48 minutos ...


... Eu em Angola ...


... hoje, dia 7 de Maio de 2013 ...
... fez, pelas 07:05 horas, precisamente ...
 ... ou ... "cercamente" ...
... 365 dias ...
...     5 horas ...
...   48 minutos ...
... que, após 37 anos, coloquei os pés em Angola ...
... que, após 37 anos, coloquei os pés na cidade capital de Luanda ...
... foi neste dia, que começou a minha "aventura" por terras de África ...
... os mesmos cheiros ...
... a mesma cor da terra ...
... as mesmas gentes ...
... o mesmo povo ...

... nesse dia, receios ? ... alguns ...
... nesse dia, medos ? ... nenhuns ...
... nesse dia, sonhos ? ... alguns ...
... nesse dia, expectativas ? ... muitas ...

Sentimentos contraditórios ... quando o voo TP 289, proveniente de Lisboa, aterrou no Aeroporto 4 de Fevereiro, em Luanda.

Estranho, mas lembro-me de chegar, encontrar o trânsito tão característico desta cidade, milhares de pessoas a vender nas ruas, muita gente, gente que calcorreava as ruas e avenidas, as estradas desta cidade. Estranho, que tendo saído daqui, 37 anos antes, ao regressar, só estranhei o número de pessoas e a confusão, o pulsar da cidade. Não estranhei, nem as gentes desta terra, nem o calor humano, nem a cor da terra, nem tão pouco a temperatura... Estranhos sentimentos, estranhas sensações.

Lembro-me de chegar ao meu destino, e cumprimentar as pessoas que me vieram receber.
Lembro-me de ouvir:
- Bem vindo a Angola. É a primeira vez que está em Angola? - perguntaram-me.
Eu olhando-lhe nos olhos, sorri e retorqui:
- Não, eu sou Angolano. Nascido e criado até aos meus 12 anos de idade.
Quem me perguntou, sorriu de uma forma franca e aberta, e voltou a dizer-me:
- Então, BEM VINDO À SUA TERRA ...
Realmente, sensação estranha ... estranhos sentimentos, contradições ...