DISTRAÇÕES_i_IMAGENS

...um olhar sobre... as minhas IMAGENS preferidas e algumas DISTRAÇÕES ...

"A fotografia é a poesia da imobilidade: é através da fotografia que os instantes deixam-se ver tal como são." (Peter Urmenyi)

"A dignidade pessoal e a honra não podem ser protegidas por outros. Devem ser zeladas pelo indivíduo em particular" (Mahatma Gandhi)

"Para viajar, basta existir. " ( Fernando Pessoa )

segunda-feira, junho 14, 2010

... um olhar sobre... CABO CARVOEIRO

FAROL do CABO CARVOEIRO.

Mandado construír em 1758, entrou em funcionamento em 1790.
A sua torre tem cerca de 21 metros de altura, é de secção quadrada em alvenaria e pedra. A lanterna tem cerca de 8 metros de altura.


Cabo Carvoeiro ( Farol )


Em 1886, o Farol do Cabo Carvoeiro foi equipado com sinal sonoro.
Este farol de Torre quadrangular branca, ergue-se a cerca de 57 metros de altura ( tendo em conta o nível da água do mar )

 

 
Equipado com uma lanterna de Luz Vermelha, tem visibilidade até cerca de 17 milhas náuticas ( 1 milha náutica tem cerca de 1852 metros; é só fazer as contas ................)
Como todos os farois, este também tem características específicas, que permitem o seu reconhecimento por parte dos navegantes e homens do mar.
No caso o Farol do Cabo Carvoeiro tem luz Vermelha, emitindo como sinal luminoso 3 "flashs" de 15 em 15 segundos.
Uma particularidade. A estrada nacional que liga ou ligava o Cabo Carvoeiro a Évora é / era a EN 114.
A comprová-lo , temos um marco junto ao farol que dá esta informação.

Apenas curiosidade . EN 114


( Fotografias de Fernando e Teresa )

quarta-feira, junho 09, 2010

... visto daqui... um pouco de Tejo...


Sem palavras, apenas olhei...








Todas elas, são de um fim de tarde no Samouco...

( Fotografias de FAIRES )

segunda-feira, junho 07, 2010

... uma questão de "SIMBIOSE" ...

Rotinas ??
Ao fim de mais uma tarde, encontram-se, neste banco, olhando o horizonte...
Ajudam-se, um ao outro, a passar mais um fim de tarde.
Disse-me, " todos os dias aqui venho !! "
E o outro, respondeu, " todos os dias cá estou à espera !"
Não consegui perceber, qual era o que chegava e qual era o que esperava.
Percebi é que precisavam um do outro.
Sem mais palavras, apreciavam, no horizonte, ao adormecer do "Rei".
Era assim todas as tardes.
Rotinas ?? Acho que não...
Uma Simbiose perfeita ...
Sabem, quem teve mais sorte ??
Eu, que estava lá e vi tudo ...

(Fotografias de FAIRES)

domingo, junho 06, 2010

um olhar sobre ... uma mini ao SOL...

Depois de vazia, foi deixada sobre o cais !!!
Tinha perdido todo o interesse ...

Mesmo assim, esta pequena "coisa" tinha um lugar de privilégio na "plateia".
O espectáculo ia começar....
Podia, olhar, talvez pela última vez, para o horizonte...

Sem legenda... apenas olha...

... e olha ...

... e mais uma vez , aprecia ...

( Fotografias de FAIRES )

...olhar... ao entardecer... ( coisas )

Imagens sem sentido, apenas... coisas...

Sobre o cais, "adorando" o SOL...



( Fotografias de FAIRES )

sexta-feira, junho 04, 2010

... olhar sobre .... ALCOCHETE e o TEJO...

... ALCOCHETE e o TEJO....
É um diálogo constante, e constantemente mutável.
Não é possível, penso eu, conseguir duas imagens iguais.
Esta conversa, sempre em desenvolvimento, permite a quem tem a sorte de olhar, ter sempre este olhar diferente mas também, sempre belo !! 


A reserva do Estuário do Tejo

 
A mistura dos elementos. A ordem devidamente mantida.


Aqui, Alcochete debruça-se sobre o Tejo.
Para cá o Tejo... para lá o diálogo continua ...


O Pontão... Alcochete e o Tejo, os "velhos amigos" sempre juntos...
Ao entardecer, estes dois amigos de longa data, continuam a sua conversa.
Desse diálogo resulta, hoje este céu ... mais logo, como a conversa não tem fim, tudo será diferente...

 
O ponto de luz, permite que se conserve a conversa...
Amanhã, será outro dia... a conversa contínua, e quem olhar, terá de certeza um olhar diferente.

( Fotografias de Fernando e Teresa )

sexta-feira, maio 28, 2010

... um olhar... do RASO a SANTA MARTA ...(I)

... do CABO RASO, como fundo o Farol...




Posted by Picasa
Passando pelo Forte de S. Jorge Oitavos...

..seguindo, encontramos o Farol da Guia...

Farol da Guia ...




... chegamos ao Farol de Santa Marta

Museu do farol de Santa Marta


(Fotografias de Fernando e Teresa)

sexta-feira, maio 07, 2010

... um olhar sobre... o Bernardo ...

Não é normal eu escrever sobre alguém que me diz tanto como o Bernardo.
Não é normal eu escrever sobre família.
Desta vez não pude deixar de o fazer.
Peço desculpa se é um acto de egoísmo.
Apenas umas linhas sobre o Bernardo.
O Bernardo é o meu filho.


Há uns anos atrás era uma criança, como a imagem acima o documenta. Bricalhão, por vezes "metido com ele próprio", bom aluno, dono de um sentido de humor invejável para a idade, inteligente e já nesta altura com um espírito crítico muito apurado.

Ontem, 6 de Maio de 2010, sem se dar conta, fez 18 anos. Passou a ser "maior".

Nesta imagem, nós os três (a Mariana, eu e o Bernardo).
A "mãe" estava por trás da câmara.

É hoje, um jovem adulto, (é o "cabeludo que está do lado direito da fotografia), continua a ser inteligente, bom aluno, apurou o espírito crítico, apurou o sentido de humor. Muito criativo, tem a dificuldade muitas das vezes em conter e controlar essa mesma criatividade.
Para o Beni, o Mundo não tem fim e os seu horizontes são "infinitos".
Objectivos, tem também muitos. Alguns deles , os mais imediatos, já os atingiu. Com o cumprir destes, outros deseja adquirir.
Nem sempre a nossa "convivência" foi fácil. A razão principal é que este jovem herdou do pai a teimosia e outros defeitos. Temos o mesmo feitio. Temos a mesma forma de pensar e de reagir perante muitas coisa e situações. 
Podemos muitas vezes não estar de acordo.

Sei é que gosto muito dele. Sei que o "amo". Tenho do Bernardo um imenso orgulho. E não é apenas um orgulho que se tem de um filho.
É também orgulho do Homem que é.

Estas palavras, são fáceis de ser ditas por um "Pai".

Bernardo, ainda agora chegaste aos 18 anos.
Desejo-te toda a Felicidade do Mundo.
Desejo que consigas atingir os teus "Sonhos", que sei que são muitos.
Não deixes que te façam mal. Enquanto eu puder, também não deixo.

Sei que gostas de música. Sei que gostas de fazer música. Aqui vai um poema que já foi "musicado".

Senta-te aí
Está na hora de ouvires o teu pai 
Puxa para ti essa cadeira 
Cada qual é que escolhe aonde vai
Hora-a-hora e durante a vida inteira

Podes ter uma luta que é só tua
Ou então ir e vir com as marés
Se perderes a direcção da Lua
Olha a sombra que tens colada aos pés

Estou cansado. Aceita o testemunho
Não tenho o teu caminho pra escrever
Tens que ser tu, com o teu próprio punho
Era isso o que te queria dizer

Sou uma metade do que era
Com mais outro tanto de cidade
Vou-me embora que o coração não espera
À procura da mais velha metade


( Letra - João Monge, Música - João Gil, Intérprete - Jorge Palma )

PARABÉNS FILHO pelo dia 06 Maio.
Parabéns Mãe por teres gerado este filho.

Um beijo do Pai.

Apenas estas palavras, sem grande sentido, mas certamente com um grande sentimento.

( Fotografias de Rafael Martins (um amigo) e de Fernando e Teresa )

quarta-feira, abril 28, 2010

... olhar por terras de Fronteira ... Alentejo de Portugal...


" Amigos! Bem sabeis que o Mestre me enviou a esta terra para que com a ajuda de Deus, vós e eu a defendamos de algum mal ou dano que os Castelhanos lhe queiram fazer; e que esse feito lhes daria, para sempre, grande honra e bom nome. .... "

" Amigos! Por serem muitos os castelhanos e grandes senhores, tanto maior honra e louvor vos virá de os vencerdes; e quanto a estarem com os castelhanos os meus irmãos, eu vos digo que defenderei a terra que me criou, e para terdes a certeza de que assim é vos prometo que, com a ajuda de Deus serei o primeiro a iniciar o combate ; e quanto a eles serem muitos e nós poucos, já muitas vezes sucedeu os poucos vencerem os muitos, porque a vontade de Deus é superior à dos homens ; ....." 


(Retirado de www.batalhadosatoleiros.com)



Foi com estas palavras que D. Nuno Álvares Pereira, nomeado pelo Mestre de Aviz, fronteiro da comarca de Entre o Tejo e Guadiana, se dirigiu, em 5 de Abril de 1384, aos seus homens e população .
No dia seguinte, em 6 de Abril de 1384, mandou, às primeiras horas da manhã, tocar as trompetas, e depois de assistir à missa, parte em direcção a Fronteira, à frente de um exército de 1500 homens.


Cerca das 12:00 horas, ouviu-se " Por Castela e por Santiago ! "

Os castelhanos, e sua cavalaria, de lanças em riste, avançaram em direcção ao exército luso.
Foi nesta batalha, contra o invasor castelhano, que pela primeira vez se utilizou uma estratégia de combate, a formação em quadrado. Outra estratégia inteligente deste "Chefe" foi a escolha dos terrenos onde a batalha se havia de desenrolar. A característica argilosa destes terrenos, implicou um avanço penoso, e por vezes impossível das forças castelhanas, dado que os cavalos ficavam enterrados no barro.
Fruto desta dificuldade, muitos dos cavaleiros das forças castelhanas ficaram por terra.
No dia seguinte, D. Nuno Álvares Pereira, dirigiu-se para Assumar, descalço e a pé, em agradecimento pelo resultado deste combate, para rezar a Santa Maria de Assumar.


Tinhamos vencido os castelhanos.
Foi nestes campos, atoleiros situados perto de Fronteira, que demos um passeio de cerca de 14 Km a pé. 
Organizado pela SAL, foi um motivo para saírmos de casa, darmos um passeio e aprendermos qualquer coisa.




Foi um dia, em que ouvimos esta história, com mais ou menos pormenor, com um ou outro ar de "lenda". Mas estes actos de heroísmo e vitória, que fazem parte da nossa história, são sempre motivo de mais ou menos lendas. Uma coisa é certa e concreta. Vencemos a Batalha dos Atoleiros.




Em Fronteira, terra com sabor alentejano, festejava-se mais uma vez esta vitória.


Depois de percorrermos os campos onde decorreu a batalha, em dia de chuva, que nos permitiu ter mais contacto com as dificuldades impostas pelo terreno, acabámos a deambular pelas ruas de Fronteira, apreciando os aromas e  os espectáculos que nos transportavam para a época da batalha.



As iguarias da "época" eram um "Cartão de Visita" desta vila.
Os doces conventuais, também participaram nas festas.
Nós, visitantes, tentando passar entre os intervalos da chuva, lá caminhámos pelas ruas "testando" se os sabores eram tão bons como os aromas.

Mais uma vez, as gentes de Fronteira mostraram como sabem receber e acolher os visitantes.


(Fotografias de Fernando Ferreira)