DISTRAÇÕES_i_IMAGENS

...um olhar sobre... as minhas IMAGENS preferidas e algumas DISTRAÇÕES ...
"A fotografia é a poesia da imobilidade: é através da fotografia que os instantes deixam-se ver tal como são." (Peter Urmenyi)
"A dignidade pessoal e a honra não podem ser protegidas por outros. Devem ser zeladas pelo indivíduo em particular" (Mahatma Gandhi)
"Para viajar, basta existir. " ( Fernando Pessoa )

sexta-feira, março 02, 2012

... opinião tão válida como qualquer outra ...

Tenho como muitos outros ouvido programas, debates, palestras etc..., em que os interlocutores apresentam e discutem razões de economia, comportamentos errados e ilegais dos responsáveis e dirigentes políticos, questões de justiça, maus ministros, corrupção, .... isto é, mais do mesmo. Alguns apresentam pseudo - soluções, célebres frases, do género "... tem de se fazer qualquer coisa ... ", "... tem de se fazer mudanças políticas ...", "... esta gente não presta ... ", isto é, mais do mesmo sem novidades ou ideias.
Em conclusão, uma total ausência de ideias ou novidades que possam contribuir para uma alteração do "estado das coisas". 
Também era concensual a ideia da importância da manutenção de Portugal na EUROPA.
Continuamos sem novidades. 
Não é que eu seja muito importante, ou que tenha qualquer tipo de influência para mudar este estado de coisas. Sou apenas mais um entre muitos "viventes" neste grande território chamado Europa, um mero europeu, por acaso nascido em África. E acho por isso que também tenho direito a dar a minha opinião, sobre o estado das coisas.
A EUROPA está neste momento com um problema de falta total de Humanidade, respeito pela Pessoa e pelos valores Morais e Espirituais.
PORTUGAL, enquanto nação tem "problemas" e por vezes "vergonha" de se afirmar como Nação, com valores de respeito pela condição do Homem e em defesa dos seus valores culturais, em defesa da sua história e até da sua espiritualidade. Esta questão de uma total falta de valores é transversal aos países europeus, que na cegueira quase colectiva dos responsáveis e dirigentes em perseguir valores financeiros e económicos, esquecem-se que os países, as nações têm como pilares base da sua existência valores não mensuráveis em termos de "dinheiro" ou de estatística.
Não importa como nem com que meios, não importa a "felicidade" e a "harmonia". Não importa "atropelar" os valores do Homem, não tem interesse nem é de ter em consideração quantas vidas se terão de colocar em causa, ou como é que a "pessoa" vive.
Não importa garantir que as pessoas mantenham a sua "face" enquanto pessoa, não interessam os valores culturais, os valores de religião ou outros espirituais...
Nada interessa ... Não importa os esforços que todos ou quase todos fazem diariamente, porque é necessário "alavancar" ( este também é um termo que está muito na moda, toda a gente já ouviu falar desta alavanca, só ainda não se sabe onde está o fulcro ), as economias e mudar para se encontrarem as soluções financeiras.
E em toda esta "loucura", não se parou um pouco para pensar em nós, europeus. É através de cada um de nós, europeus, que esta Europa tem de ser reconstruída, mantendo de parte todos os NACIONALISMOS, mas não esquecendo que somos EUROPEUS, cidadãos, trabalhadores, contribuintes, mas também HOMENS E MULHERES, somos CULTURAS, somos SENTIMENTOS, e tudo isto muito mais importante que meras peças de uma engrenagem económica e financeira. Falta o "lubrificante" para colocar toda esta engrenagem em funcionamento. Renego e discordo de NACIONALISMOS ou de XENOFOBIA. Para defesa destes valores já temos de sobra, tanto hoje como num passado recente. Basta olhar para os comportamentos, supostamente em defesa de valores Europeus hoje postos em prática por países como a Alemanha ou até a França.
Não era este o objectivo principal de homens como Robert Schuman ou Jean Monet, e muito menos de Jaques Delors quando afirmou :
"Rejeito uma Europa que seja apenas um mercado, uma zona livre de troca sem alma, sem consciência, sem vontade política, sem dimensão social.
Se é essa a direcção para onde vamos, lanço um grito de alerta. "

Só espero que ainda se vá a tempo de arrepiar caminho e ouvir este grito de alerta.
Gostava de nas Rádios, televisões ou Jornais se vissem mais apontamentos e preocupações com as PESSOAS. Não temos que pensar todos da mesma maneira, evidentemente, mas também não podemos, todos nós europeus, correr atrás e ao sabor de meia dúzia de "pensadores" que, desaparecendo como é próprio da lei da vida, deixem uma série de povos na desgraça, e mais tarde, mais uma vez se comente (para quem cá fica), algo como:
- Tem de se fazer qualquer coisa para mudar este estado de coisas, temos de alavancar a economia.
Rapidamente se "alavanca a economia", mas é impossível "alavancar" a Vida.

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