DISTRAÇÕES_i_IMAGENS

...um olhar sobre... as minhas IMAGENS preferidas e algumas DISTRAÇÕES ...
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"A dignidade pessoal e a honra não podem ser protegidas por outros. Devem ser zeladas pelo indivíduo em particular" (Mahatma Gandhi)
"Para viajar, basta existir. " ( Fernando Pessoa )

quinta-feira, julho 01, 2010

... um olhar. desta vez diferente, sobre... SINES...

Praia de SINES

Quis assim a natureza
Que neste belo litoral
Tu pareças um postal
Tamanha é a tua beleza

Ao longe navios gigantes
Com petróleo para refinar
Não fogem ao teu olhar
Nada disso havia dantes

As ondas vêm beijar
E docemente acariciar
O teu lindo areal

Para muitos foste rainha
Com a tua areia fininha
A melhor de Portugal.


(Poema de Jorge Brites)






Comecei este com um poema sobre SINES.
Um poema que encontrei e que tem um objectivo.

Fui chamado à atenção para o pormenor. Espalhadas em muitas montras de Sines, encontravam-se impressas, frases ou partes de poemas de escritores e poetas.


Depois de chamado à atenção para este pormenor, observei mais atentamente. Realmente, era verdade. Em muitos locais, montras de restaurantes, cafés, livrarias, lojas de chineses, onde que que fosse, podiamos ler uma frase e saber quem a tinha escrito. Estranho !!


Estranho mas quem teve esta ideia, teve uma ideia brilhante.
Descobri, informei--me que era uma iniciativa do Centro Cultural Emmérico Nunes.
Só me resta dizer " PARABÉNS " pela iniciativa.
"PARABÉNS" por esta ideia. Transmitir e oferecer cultura a quem percorre as ruas de Sines.
OBRIGADO ao Centro Cultural Emmérico Nunes.

Termino com a continuação de um poema de uma das frases, que se podiam ler em mais uma das montras, e que reza assim :

(...)
Confundido os seus cabelos com os cabelos
do vento, têm o corpo feliz de ser tão seu e
tão denso em plena liberdade.

Lançam os braços pela praia fora e a brancura
dos seus pulsos penetra nas espumas.

Passam aves de asas agudas e a curva dos seus
olhos prolonga o interminável rastro no céu
branco.

Com a boca colada ao horizonte aspiram longa
mente a virgindade de um mundo que nasceu.

O extremo dos seus dedos toca o cimo de
delícia e vertigem onde o ar acaba e começa.

E aos seus ombros cola-se uma alga, feliz de
ser tão verde

(Pedaço de um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen)

(Fotografias de FAIRES)

3 comentários:

  1. Oh, gosto tanto deste poema (não se compara com o outro, pronto, já disse!)
    Bjs

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  2. Olà adorei ver a minha terrinha natal; eu nacsi dentro desse CASTELO....

    VOU VOLTAR

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  3. VASCODAGAMA,
    Ainda bem que gostou.
    Realmente Sines é uma "terrinha" bela.
    Um abraço,

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